quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Magic Kingdom – parte 3

Na entrada da Main Street, avistei um cavalo lindo, preto enorme, o cavalo mais alto que já vi na vida. Puxava uma carruagem recheada de dançarinos caracterizados, que de tempos em tempos, saiam, cantavam e dançavam. Parei para ver?

É ruim heim, outro dia eu paro, estava obcecada por chegar logo na frente do Castelo. porque será que ele é tão representativo para nós né? Acho que o Castelo está para Disney, assim como o Crsito Redentor está para o Rio. A Estátua da Liberdade está para Nova Iorque, algo assim…

Mal olhei para as lojinhas que ficam no caminho. Parei apenas para tirar uma foto com um vendedor de balões, fiquei tão encantada com aquele emaranhado de bolas que me remetiam a mais pura fantasia, as lembranças de minha infância nos parques, no zôo com meus pais. A essa altura, eu já deveria ter uns 5 aninhos de novo…

 

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A medida que eu ia me aproximando do Castelo, as lágrimas deslizavam cada vez mais rápido pelo meu rosto. Eu não conseguia piscar, nem lembro seu eu respirava no momento. Meus olhos fixos, mal acreditavam no que estavam vendo. Senti novamente, a mão forte do meu marido apertando a minha, ele não dizia uma palavra, só apertava minha mão. Falar pra quê? Muitas vezes o silêncio fala tão mais alto…

A Malú eufórica gritava –como boa carioca que é-  cada vez mais alto: “O Caisxxxtelo(sim, ela já tem sotaque, rsrs), o caisxxxxtelo”. Parei em frente ao castelo admirando sua grandeza. Lencinho a mão, é hora de enxugar as lágrimas e tirar a minha foto tãoooo imensamente sonhada:

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Apartir dessa foto, não consegui me conter, desabei a chorar(chiqueza ralo a baixo novamente, pq não houve lencinho que desse jeito rs). Chorava de soluçãr viu gente? Q vergonha… rsrs. Meu marido me abraçou bem forte e não ficamos assim por muito tempo, porque minha filhas ainda não têm espírito de romance e inevitavelmente nos interrompem bem naquela hora linda. Não dá tempo nem de ouvir sininhos, ou violinos tocando ao fundo. Rs. É a vida de mãe duas!

Obs: Malú necessita de sua mãe para fechar os olhos e dormir. Volto em instantes. Bjks!!!

Photopass – a novela

Rapidamente vamos ao resumo porque essa história já deu o que tinha que dar. Ontem fiquei tão a flor da pele que mal consegui pensar direito.

Tive a ajuda de duas amigas queridas que se desdobraram em ligações para lá (mim índio, não fala inglês) e acabou que hoje um anjinho chamado Pri, conseguiu resolver boaaaa parte da situação.

A notícia ruim é que minhas fotos particulares q descarreguei na minha conta photopass NÃO estão vindo gravadas no cd que está a caminho. Meu mundo desabou. Além de perder os vídeos, perigava eu ficar sem minhas fotos tb.

Logo eu, que gosto “pouco” de fotos.

Marido prometeu pagar alguém para recuperar os dados do memory card, prometeu voltar lá mto antes do esperado etc… mil coisas para não me ver chorar. Rs.

Mas, a Pri, insistiu, ligou pra lá e primeiro eles disseram que eu tinha q preencher um formulário, depois devolver os cds vazios pelo correio, enfim, mta burocracia, mta espera e sem certeza de resultado.

Depois, meu anjinho insistiu, de novo e de novo e depois de várias ligações, ela conseguiu falar com uma gerente que informou que no dia 17/10(1 mês após meu retorno) minha conta seria apagada e aí sim, eu perderia tudo de vez.

Mas, ela estendeu minha conta por mais 10 dias, me deu um código por e-mail que me isenta de pagamento e me orientou a comprar um cd(no site do photopass) chamado: Personal Archive CD. Nesse sim, pela bagatela de U$32,00 vc recebe as suas fotos que foram baixadas na conta do photopass.

Inseri o código promocional, daí o valor zerou, fechei a “compra” e em 10 dias úteis(se o correios daqui colaborar) recebo as minhas 1.307 fotos, de 4 dias de parques.

UFA!!!!

Que Deus abençoe a Pri querida, que se empenhou ao máximo para não me ver mais chorar. Obrigada querida, Deus lhe pague. Obrigada a Anninha tb pelas ligações e tentativas. Quem tem amigos tem tudo! :)

Os vídeos? Já era… o marido da Anninha acha que consegue recuperar alguma coisa, num programa de computador que ele já utilizou, mas como eu já tirei outras fotos depois q apaguei as de lá, não sei o que dará pra ser recuperado.

Já pensou se numa dessas, vem o vídeo da lixeira cantante? Seria bom demais meu Deus…

Mas aí, tudo resolvido, fiquei na dúvida:

Conto pro meu marido que consegui as fotos, ou deixo ele com a promessa de me levar ano que vem para tirarmos tudo de novo? O que vocês acham? Óh dúvida cruel… kkkkkkkkkkkkk.

Agora sim: prometo que não levanto daqui enquanto não sair mais um bom relato, vambora continuar o Magic Kingdom? Queria muito esperar as fotos chegarem, adoro relatos com foto de cada momento, a história fica mais gostosa, com mais emoção, mas paciência né? Continuarei os relatos agora “pobrinhos” de fotos(vcs me perdoam a burrice? Na próxima viagem já sei… levo meu notebook), mas quando meus cds de fotos chegarem todos, bombardiarei vocês de muiiiiitas fotos detalhadas, felizes e emocionantes!

Vamos lá escrever então…

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mas os vídeos…

Antes de continuar os relatos, é com imenso desgosto que anuncio a vocês que até agora NADA do meu cd do photopass chegar. :(

Tô triste com isso, o prazo já passou e nada do cd. No site, conta a caminho. A caminho de onde, meu Deus, que nunca chega?

E mais: pude perceber que as minhas 1.400 fotos que, dizem eles, virão também gravadas junto com as ftos deles, constam no site mas eu lmebrei de uma coisa? E os meu vídeos??????

Vocês lembram né? Q eu paguei U$16,00 por cd para gravarem meus arquivos do car da máquina digital e qdo cheguei em casa, kd? Cd’s estão vazios. Em relação as fotos o photopass me salvou. Mas em relação aos vídeos? Perdi tudo!!!

O que mais me dói, eram os vídeos com as reações desesperadas de feliz da minha filha mais velha ao avistar os personagens. E principalmente um vídeo onde a lixeira q anda e fala sozinha, parou na nossa frente antes da parada “Celebrate Today”, conversou com minha filha, elogiou o cabelo dela, perguntou o nome dela e quando viu q ela era aniversariante canta “happy birthday Malú” para ela, sendo acompanahada por várias pessoas que estavam ao nosso redor. Esse momento foi mágico!!! Mas, infelizmente, vai ficar guardaddo só no meu coração, caso eu não consiga recuperar os vídeos mesmo.

Vou contar com a ajuda de uma amiga e ligar para lá para reclamar. Quem sabe, quemmm sabe ainda há uma esperança? Por menor que seja…

Obs: Vamos deixar isso pra lá e deixa eu correr lá para tentar (semana mto mto mto atolada) escrever mais um tantinho de Magic Kingdom.

Bjsssss!!!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Magic Kingdom – parte 2

 

Depois do café, enchemos nossas mug’s e fomos pro ponto pegar o buzão pro MK. Fiquei mto satisfeita com o transporte deles. Tudo muito rápido, nunca ficamos “mofando” no ponto. Eles não deixam o bus lotar. Enchia mas eu sempre tinha vaga sentada (tem vantagens ir com criança pequena tb tá? rsrs) Só pela fila já dá para saber o parque que estará mais cheio. A fila do MK estava lotada, principalmente porque naquele dia teriam as EMH(Extra Magic Hours, explicando: o parque fecharia às 9hs para não hóspedes e somente às 12hs para os hóspedes) e tb nos programamos para aproveitá-las.

Já que estávamos hospedados na Disney, queríamos aproveitar as vantagens que eles oferecem a seus hóspedes, certo? ERRADO! Na minha opinião, e depois de uns 3 dias de parques, eu pude perceber que é a maior cilada. Por quê? Porque todos os 1.500.433 hóspedes pensaram igualzinho a mim. Ou seja, em dia de EMH, o parque q a possuia, ficava lotado. Depois do terceiro dia, mudei o roteiro, troquei o dia dos parques (mesmo perdendo a reserva em todos os restaurantes que fiz) e aí consegui fugir dos parques mais cheios, achei mais gostoso.

Sobre as reservas, fiz um "”up grade”(pagando uma diferençazinha) no free dinning plan grátis de Quick( q é o plano sem  refeições a la carte. Pode fazer lanches e refeições rápidas), para o Table Service( que é o plano a La carte, com restaurantes com garçom, refeições com personagens etc…) e… mais uma vez, na prática, me arrependi. Por quê? Por três motivos:

1 – É que nenhum de nós adaptou-se a comida de lá. Mto raramente encontrávams um franguinho que a Malú comia um tantinho. Salvo, o The Hollywood Brown Derby(Hollywood Studios), ondé a comida é DIVINA! Falarei com mais detalhes no dia do DHS.

2 – Minha filha de 1 ano e 2 meses tá naquela fase que não pára quieta em mesa de restaurante. Ai que sufoco.

3 – Achamos que reserva te prende demais, além de ser uma icógnita. Estar naquela parte do parque obrigatoriamente naquele horário e estar com fome naquela hora marcada( e as marcações são feitas mtos meses antes pelo site, ainda do Brasil). Estamos falando de férias. Dias sem horários, imprevisíveis( Peraííí… dias sem horários, imprevisíveis? Kd aquela mulher cheia de roteiros, rotinas, e horários a cumprir? Móóórreu!!! Magic Disney!!! ;) ) Muitas vezes desistimos da reserva por esses dois motivos citados.

No fim das contas, esgotaram-se os quick services e sobravam mtos mtos table services. Tivemos que fazer um “down grade” e usar o table como quick.

Voltando a história:

O ônibus te deixa já na boca das bilheterias, por esse motivo, não andei de monorail. Até tinha pensado em andar um dia, mas não queria perder tempo de parque com isso. Já q o ônibus me deixa na “boa”, ótimo. era só entrar. Lembro que desci do ônibus, olhei pro meu marido e disse: “não acredito, não acredito, eu estou no MK!!!” Peguei minha filha mais velha pela mão e fomos dando pulinhos até a bilheteria.

Chegando lá inserimos nossos cartões do quarto ( q já vem o nome de cada um gravado, o q é ótimo para não nos confundirmos pois, uma vez usados, eles recolhem as digitais de quem usou e essa digital fica associada ao cartão da pessoa.) que também serviam de ticket de entrada e cartão de crédito. Podíamos entrar no nosso quarto, no parque, pagar qualquer coisa comprada nas lojas do complexo e até contas de restaurantes, tudo com esse cartão. Lógico que pagamos a conta na hora do check out. Mas é prático, assim não precisamos ficar andando com cartão de crédito pra lá e pra cá.

Após inserir o cartão, temos q colocar o dedo indicador na máquina para verificação da digital. Ahhh mas antes disso, passamos por uma fila onde nossos pertences são revistados.

O calor tava de rachar viu? E achei os parques bem cheios para época. Algumas filas de 50 minutos, mas a grande maioria tava tranquilo, média de 20 minutos. Porém como estávamos só nós dois, usamos muito o sistema de “single rider” (fila pra quem está sozinho, que é muito mais rápida.) ou optávamos pelo “baby swap” ( q funciona assim: vc diz q quer fazer o sistema baby swap e ganha dois ticketes de fast pass, que é uma fila pequena e super rápida. Vc enfrenta ela uma vez só. Daí enquanto vc vai no brinquedo, seu marido fica com as crianças. Quando vc sai, ele entra e você fica com as crianças.) Porque segundo o que havia pesquisado, segundo relatos de pessoas mais experientes, setembro seria menos quente e mais vazio. Achei, não só no fds e não só no MK, os parques bem cheinhos de americanos. Muito mais que imaginei, calor, idem. Da próxima vez tentarei novembro, onde dizem q o início da manhã e a noite pedem um casaquinho leve e durante o dia esquenta mas de maneira mais leve. Ou segunda quizena de abril, pelos mesmos motivos. Não queremos nem muito frio, nem muito calor.

Deixando as explicações a parte, voltemos a emoção de adentrar no MK pela primeira vez:

Logo na entrada me deu aquele nó na garganta, gigantesco. Entrei e logo avistei um fotógrafo do PhotoPass, saquei o cartão e já pedi uma foto de família( já q foto de nós quatro juntos, só usando esse sitema mesmo, taí mais uma coisa que faremos na próxima vez, ir com alguns parentes, ou com casais de amigos, para que os casais se revezem com as crianças e possamos ir com nosso “par” nos brinquedos. Tanto nos radicais, quanto nos emocionantes, é um pecado não ter com quem segurar as mãos, se emocionar , gritar junto, dividir o momento…). Estou LOUCA esperando meu cd de fotos chegar. Eles disseram 10 dias. O prazo temrinou hoje e ainda não chegou. No site consta “a  caminho”. Deve estar vindo a pé. Só pode. rsrsrs.

Essa foto foi tirada pelo meu marido na entrada:

 

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Eu estava meio abobalhada, pulando que nem uma gazela saltitante. Seria a própria imagem do ridículo, se por lá, ridículos existissem. Que nada, era apenas mais uma cheia de felicidade e sendo compreendida em minhas reações. Por todos os lados, pessoas realizavam sonhos. Era apenas mais uma. Todos ali compartilhavam dos mesmos sentimentos e emoções.

Logo na entrada, pegamos nosso mapinha e avistamos a Main Street, linda, aquela música que nos envolve, aquele clima… de novo senti cheiro de gente feliz por todos os lados. Dali meus olhos já não suportavam, lágrimas rolavam sem minha permissão. Mas eu me mantia chique, chorando no lencinho.

Malú logo viu a Margarida, o Pluto e uma fila kilom[etrica para tirar fotos com eles. Ahhh não,; eu queria ir direto pro Castelo. Enrolei ela e fomos. Parada para tirar foto na estátua do “Seu Elias”  rsrsrs. (Walt Elias Disney)

 

 

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OBS: Hoje, revendo vídeos e fotos. Percebi, de uma maneira muito nítida, que meus primeiros dois dias de parque foram imensamente felizes sim… olho as fotos e consigo relembrar o que eu sentia em cada uma dela. Por isso gosto tanto de fotos, têm um poder refrescante. Meu dia foi tão mais imensamente alegre e de boas emoções. Porque tudo tem que ser perfeito? Tudo que é perfeito demais é chato… nem a Disney é perfeita! Porque eu deveria ser? Não nasci com capa, escudo nem super poderes? Porque me cobrei tanto? Eu vivi tudo tão intensamente, eu só estava confusa emocionalmente, com emoções tão fortes, mas tão fortes, que simplesmente não soube lidar com elas.

E outra, porque o ser humano tem tanta dificuldade de admitir sua ignorância? Eu cheguei lá, achando que conhecia a “fórmula”, mas não conhecia era nada. Eu era ignorante e tive que aprender tudo lá, na prática, na marra, na raça. O que era a maternidade associada as viagens. Mais uma vez, percebi que maternidade é doar e se doar o tempo todo. Mas antes disso me confundi toda (kd meu terapeuta? rsrs)E aí, na minha confusão, confundi meu marido, as crianças e a mim mesma.

Eu nunca tinha ouvido histórias de alguém que tivesse sofrido lá. É tudo sempre tão bonintinho e perfeitinho. Só ouvia falar de imprevistos e todos eles são contados com tantas piadinhas que a gente nem para pra medir. Quando me peguei angustiada e frustrada, pensei: “gente, eu devo ser a única titica da face da Terra, q vem a Disney e consegue não ser feliz o tempo todo.” Você que não me conhece de ve estar pensado: “Essa mulher tem sérios problemas psicológicos, tadinha.” rsrs, ou então: “ihhh essa é daquelas complicadas, chatinhas…” hahaha que nada. Eu sou o ser mais pra cima, mais alto astral e relax que você pode imaginar, brincalhona, me adapto a tudo facilmente… dá uma olhada nos meus depoimentos do orkut. Dá para ter uma noção. Mas talvez e justamente por ser assim, sei lá… acho que queimou algum fuzível na hora mesmo. Curto circuito: pifei!!!.

E não… não q Orlando não seja destino de criança pequena. É, seja ela de 0,90cm ou de 1,93cm. Eu é q estava a flor da pele (seria TPM entalada? Ah, esse negócio de emendar uma cartela de remédio na outra só para não sangrar não deu muito certo… bicho esquisito é bicho esquisito, tem que sangrar todo mês e ponto final! Rsrsrsrs). Eu faria tudo de novo… eu já quero tudo de novo… rsrs. Daria tudo para estar naquela “dificuldade” lá agora. Lá é tudo tão mágico, é tudo tão feliz. Porque o mundo aqui fora… esse sim da dó às vezes de enxergar… ahhh Orlando… rsrsrs.

 

 

CONTINUA…

Abre parênteses.

Tô tentando dar um “gás” hoje no blog, porque no fds vou pra casa da mamãe. É tempo de eleições!!! E acho q só conseguirei continuar o diário na segunda-feira. Postarei a noite, na madruga…depois folguinha até segunda ok?

Peço a compreensão dos leitores.  Rs. Bjks.

:)

Apartir de agora é só sonho e fotos: Magic Kingdom.

Obs1: Esse post, eu vou escrevendo e acrescentandoa parte 2, 3, 4. Parando para atender minhas bebês e quando sobrar um tempinho escrevo mais um pedaço e outro e outro, ok? Assim serão todos os dias relatados daqui para frente. Pois pode ser, que não dê tempo de escrever tudo de uma vez só. E ficar guardando por dias e dias os parágrafos no rascunho, até o post terminar todo, seria pedir demais para minha ansiedade crônica(sofro rsrs).

Obs2: Dá para alguém avisar a Disney, que o prazo para o meu cd de fotos(PhotoPass) chegar na minha casa termina hoje e até agora não recebi nada? Haaaaaaja coração… rsrs.

 

--- > MAGIC KINGDOM: O SONHO!!!

 

Todos os sites, comunidades etc. sobre a Disney me aconselhararam: Magic Kingdom dia de sábado e domingo? Não vá! É cheio, é uma loucura. Mas eu fazia questão de começar por ele. Ele é a representação máxima de tudo que sonhei. Seria ele. Queria entrar logo no clima.

Acordamos e logo naquela primeira manhã, eu percebi que todas as reservas de café-da-manhã com os personagens que eu “brilhantemente” marquei para às 8/9hs(para não perder tempo de parque) iriam ralo abaixo. Impossível acordar, arrumar duas crianças, se arrumar, arrumar mochila e sair do quarto 7:30/8hs. Impossível. Deixei de lado, não sem uma pontadinha no coração. Mas, adeus Ohana’s.

Detalhe: No cansaço e na euforia do dia anterior, apaguei na cama sem deixar a mochila pronta pro dia seguinte( eu e meus planos…) e o pior: sem carregar a máquina!!!  :0

Estáva eufórica, ansiosa(até d+), queria chegar no parque 5 minutos antes de abrir para ver aquele showzinho de abertura do Mickey com as princesas. Fomos para a praça de alimentação tomar café. Apesar de ter quase certeza q não aprovaria o paladar, minha primeira opção foi o famoso waffles com carinha do Mickey. Clássico. Queria muito!!! Na base da mímica e do inglês ralo, consegui pedir minha refeição.

Ao longo da viagem, o fato de não saber falar inglês me incomodaria bastante. Bateria o arrependimento por alguns cursinhos largados nos primeiros módulos. Surgiria daí, a decisão de aprender o idioma quando voltasse ao Brasil. É muito ruim para alguém que ama se comunicar, (aháááá… vcs ainda não tinham percebido esse traço meu né? :P) não entender o que está se passando ao seu redor. E mais: lá todo mundo te trata como se você soubesse falar inglês. =São simpáticos, conversam. Ás vezes eu balançava a cabeça e fazia cara de paisagem só para me fazer de entendida. Rs. Outras abria logo o verbo, ia até onde dava e depois mandava um portunhol bonito! Mas preciso confessar que a língua não é problema lá. Ô povo de boa vontade viu? Sabe acolher bem qq turista.

Fui na lanchonete e pedi meu mickeyzinho, já doida pra tirar foto dele, mas daí a moça vem e joga um milhão de morango com calda em cima da cara dele e tapa tudo. Como assim? Fiquei desesperada. Tentei dizer a ela que não queria que ela tivesse tapado a cara do meu waffle. Perdeu toda graça. Saí murchinha para mesa. Mas um americano solidário, acho q entendeu a minha vontade só de olhar para minha cara na hora. Conversou com a moça e gentilmente ela foi até a nossa mesa e trouxe um waffle com a carinha livre e com a calda na lateral do prato. Perguntou se eu queria trocar e apontou para o americano que me entendeu mesmo sem palavras. Agradeci, afinal de contas “thank you” eu sabia falar. Quanta gentileza! Estava salvo o meu café-da-manhã. Rs.

Não gostei, nem desgostei do sabor. Dá para comer mas não é nada que uma vez não fosse o suficiente. Meu marido e minha filha foram no típico café norte americano(eca) mas eles gostaram, minha filha do ovo, principalmente.

Olha que fofinho meu waffle:

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Sonho e pesadelo – Parte 2 – a explicação.

Para as mães de crianças pequenas, prestem muita atenção na história apartir daqui. Vocês verão o quanto é lindo, trabalhoso, feliz, frustrante, emocionante, desgastante, maravilhosa, maravilhosa e maravilhosa a viagem com duas crianças pequenas. Para as mamães que já fizeram mil viagens desse tipo, ótimo, vocês já devem estar descoladas e saber tudo que vou escrever aqui. Mas muitas, como eu na época, ainda estão sonhando, curiosas, idealizando…

Não sei te dizer com uma, porque tenho duas filhas. DUAS MUDA TUDO! Já viajei nos dois times: mãe de uma e mãe de duas, falo de acordo com as minhas experiências. Certa que cada família é única. É mtooo diferente para todo mundo, principalmente pro pai e pra mãe viajar com duas, tão pequenas e sozinhos. É mto, mto, mto mais trabalhoso do que com apenas uma. Mas quando falo em trabalho, posso afirmar que o trabalho que elas deram lá, é praticamente o mesmo que elas dão aqui, no shopping, nas festinhas, em qualquer lugar(exceto no quesito alimentação). Só que com a diferença de que o shopping, a festinha, duram apenas 4 horas.  E não são 10 festinhas, 10 dias seguidos. Você não está andando o dia todo, debaixo de sol, com todo cuidado que duas pequenas requerem, esperando que elas se divirtam muito e ainda, de quebra, tentando se divertir também.Tudo fica mais “hard” por lá. É o desgaste do parque + o desgaste de duas crianças pequenas e todos os imprevistos que elas trazem: alimentação zero, febre… teve tudo isso…

 

Pra começar, posso dizer que a Malú(3 anos) até que nem deu muiiiito trabalho(no quesito cuidados básicos necessários). Criei muita expectativa na reação dela, baseada na nossa última viagem e esse foi o problema(um dos), foi a minha idealização sobre aquilo que eu gostaria que acontecesse. Como tudo na vida, se você idealiza muito algo, a chance de alguma coisinha sair diferente é bem grande. Na verdade, toda essa frustração a que me refiro, veio daí. Do meu excesso de idealização, sobre como eu viveria lá tudo que imaginei para mim e paras as meninas. Idealizei até o que minha filha iria gostar ou não. Conheço bem ela, mas eu não sou ela. Ela já tem idade suficiente para gostar de coisas por si só, ou não. E foi assim… e será sempre assim ao longo da vida dela.

Parece meio óbvio tudo que estou dizendo e você pode estar pensando: “Ah, essa mãe também é uma idiota. Lógico que as coisas seriam assim, lógico que não da para planejar, prever, idealizar.” Você pode não acreditar, mas eu tb sabia disso. Sempre soube. Porém, quando a emoção entra em campo(sobre tudo, no que diz respeito a nossos filhos, nossas expectativas sobre eles, sobre a felicidade deles), a razão fica meio prejudicada. Não conheço uma mãe que consiga ser exatamente racional quando se trata de seus filhos. É só pensar como nos sentimos quando nosso filho tenta uma aproximação com uma criança e é “rejeitado” por ela. Deus, é uma criança, mas aquilo nos consome tanto que chegamos a sentir raiva da pobre criancinha. Como ela ousa? Rs. Coisas da Maternidade…

Essa viagem me fez perceber o que eu já sabia, mas por excitação esqueci: minha filha é um ser independente, com vontade própria, com gostos próprios e não minha “Barbie Passeio”, que faz exatamente o que eu quero, que gosta do que eu quero que ela goste nas viagens. Ela nem usa pilhas, é óbvio que não daria certo! Rsrsrs. Meu anseio era que ela se divertisse muiiiiito. Mas eu queria programar com o que, ela deveria se divertir muito. (“Chamando Marcela para Terra, chamando Marcela para Terra. Câmbio.”) E quer saber? No fim das contas, ela curtiu, curtiu, curtiiiiiu muito. Viveu tudo da maneira dela. Lembra de tuuuudo nos seus mínimos detalhes e desanda a contar e relembrar e relembrar. Nos agradece por a termos levado. Diz que nos ama.

Acho q valeu MUITO a pena levá-la, porém, se você pretende ir apenas uma vez antes dos 10 anos de idade da sua filha, recomendo que leve com 5, 6 anos. Que ainda acredita nas princesas, mas que já deve ter passado da fase dos medos bobos, daqueles bem bobinhos mesmo. Tipo barulhos altos, fogos, a bruxa da história. Medinho tudo bem, mas nada que a impeça de ir em determinadas atrações, tipo pavooooor daquilo, de chorar, de querer sair. Tudo isso, todas essas nuances, vocês encontrarão ao longo do relato dos parques. E pela minha história, encontrarão 1000 dicas que servirão a vocês.

Eu queria aqui, ao longo desse relato, poder corresponder a expectativa da leitora Flávia Pereira, que em algum post anterior fez o seguinte comentário:

“Espero que você mostre no seu relato, que tudo pode ser fácil, prático e simples com crianças pequenas.”

Sinto desapontá-la… mas vambora comigo começar o exercício da viagem “free”? Sem idealizações, sem esperar, apenas estar, curtir e viver ao sabor do tempo e do vento, o sorriso e o brilho nos olhos do seu filho? Seja quanto trabalho isso signifique, o quão cansada você pode ficar. Viver os seus sonhos na medida que der pra viver, com a certeza que ainda terão muitas outras oportunidades de voltarem ali e reverem tudo aquilo que, por um motivo ou outro, não conseguiram na primeira vez?

Essa foi outra grande angústia inicial minha, eu tinha o mapa, eu tinha uma rota, eu tinha brinquedos que queria ir e tinha duas filhas que estavam me “atrapalhando” a fazer tudo que EU queria. Feio isso que eu disse né? Mas quem me conhece, sabe a mãe amorosa que eu sou. Mas esse sentimento conflitante iria fazer parte de mim no início da viagem.

Ao mesmo tempo que eu fazia de tudo para que elas aproveitassem horroooores, dá licença e me deixem aproveitar também? Pôxa… e não tinha “porta filha” para colocá-las dentro e buscar 4 horas depois (kkkk q maldade), mas eu queria correr  com tudo( cogitamos o serviço de babá lá, “descogitamos” depois de consultar o preço. Fica pra próxima, depois da mega sena). Queria fazê-las felizes, queria ser feliz e ainda tinham bolhas, sim, bolhas, muitas bolhas e calos que matavam nossos pés. Mas como assim? Levamos nossos calçados mais velhos. Os mais confortáveis, mas não adiantou. Ô vicío de não andar a pé, de usar carro para tudo, até pra pedir açúcar no vizinho. Não estávamos acostumados a andar tanto a pé. Com sapato confortável ou não, até nossos pés levariam um tempo para aprender a aproveitar tudo aquilo.

Não é fácil viajar com duas crianças pequenas, não é nada prático também, até pq ainda não inventaram o botão “on/off” de manha, fome e cansaço. As crianças ainda não vem com função auto-limpante para xixis e coisas mais substanciais(rsrsr bem q Deus podia fazer um up-grade nos novos modelos de bebê né? Imagine? Bebês auto-limpantes seriam “tudibom”).

A alimentação também foi um quesito dos mais desesperadores, nem a batata frita de lá elas queriam aceitar. Segundo minha filha mais velha: “Tinha cocô na batata”(casca). Nos primeiros dias, até o leite habitual delas, com Mucilon e  Sustagem, sei lá porque elas rejeitaram. A mais novinha, rejeitou a papinha Nestlé q está acostumada. Elas não queriam nada, além de umas mordidas numa coisa ou outra(beliscadinha mesmo).  Fiquei apavorada. Mas a pediatra já havia me alertado. Disse para eu relaxar, elas iam no máximo emagracer um pouco mas nada que uns dias de volta não recuperassem. Até nisso demorei para relaxar. No início tentamos selecionar. No fim, estávamos tão desesperados que oferecíamos qualquer coisa para elas comerem. Porcaria ou não, desde que comessem algo! Confesso que minhas filhas viveram de algodão doce, pipoca e coca-cola. Mais uns dias e elas começariam a aceitar o mamá de costume. Passaram a viver de leite com sustagem. E eu pude respirar um pouco mais aliviada. 

Gente, vamos combinar: não é fácil visitar a vovó aos domingos, que a gente já tem 1001 parafernalhas pra pôr na mochila. Imagine fazer uma viagem longa como essa? Um dia inteiro de parque? Por mais descolada que a mãe seja(isso influencia diretamente no nível de prazer da viagem), fácil, fácil não é né?

Agora simples… pode ser… só depende de você!!! Pode ser muito simples, muito gostoso. É só seguir as dicas q dei um pouco mais acima e saborear, deglutir cada grama daquilo que você estiver vivendo no momento. Se for preciso parar mais de uma hora num local que tem jato d’água pa sua filha se divertir e perder o tempo daquele hiper brinquedo famoso que você estava LOUCA pra ver, perca. Excelente motivo para voltar novamente. Tenho certeza que para os pais que já foram antes, sem filhos, a viagem deve ser mais fácil, até encantadora, pois já conhecem tudo. Podem simplesmente relaxar e olhar para aquilo tudo novamente mas agora pelos olhos de uma criança. Deve ser uma descoberta de uma outra Disney, pois tem coisas que só reparamos depois da maternidade. Deve sim, ser bem mais fácil…

Mas não IDEALIZEM nada, por favor. Pode parecer muito fácil, mas é natural do ser humano idealizar algo quando esse “algo” é importante demais para você. Quem nunca idealizou, o dia do casamento, a festa e seus mínimos detalhes(q nem sempre saem como gostaríamos), o parto normal do filho tão esperado, a festa de 1 aninho, que atire a primeira pedra. Mas esforcem-se para que isso não ocorra sobre a viagem, seja lá o quanto ela foi desejada por você. Daí, tudo será mais proveitoso.

Sei tb que muitos, não têm condições financeiras de ficar fazendo viagens como essa todo ano, todo dia, existem outras prioridades na vida. Eu tb não tenho, demorei 28 anos para ir. Minhas conquistas, são portas que Deus foi abrindo e a gente trabalhando. E assim vamos vivendo uma oportunidade de cada vez. Creio que outras virão. Mas, conselho, não se deseperem. Ainda sim, se estiverem com criança pequena: permitam-se! E confie… vai ser delicioso!

Voltando ao auge da história:

A sensação dos primeiros dois dias era de que ninguém estava se divertindo. Quer dizer, nos divertimos, curtimos, mas a sensação era de que não O suficiente. Não tanto quanto gostaríamos, ou poderíamos. Começamos a nos questionar se tínhamos feito a escolha certa mesmo. Se não deveríamos ter ido para Paris e dado uma passadinha na EuroDisney. Assim, elas teriam a magia e nós uma alternativa, caso essa história de parque não estivesse “rolando” legal. Mas em Orlando? São só parques e compras(ô delícia… rsrs). Hoje revendo as fotos, vejo q para o primeiro dia, até q aproveitamos muito, tivemos excelentes e lindos momentos, rimos tanto… mas lá na hora, meus sentimentos eram um turbilhão, minha ansiedade me consomia e me atrapalharam o caminhar e a visão…

No segundo dia, o desespero do meu marido foi tamanho,

(acho q o desespero dele estava mais ligada a minha decepção inicial por tudo q já relatei, estava ligado ao fato dele simplesmente querer me ver sorrindo, em êxtase, feliz, foi pra isso, foi mto mais por mim que tudo isso aconteceu, segundo ele depois me confessaria. Essa viagem também foi um bom momento de conversarmos muito sobre nós. E como foi válido!)

que ele cogitou largarmos tudo pra trás. Trocarmos as passagens e partimos para uma semana em Nova York. Pelo menos assim, nós aproveitaríamos alguma coisa. Já q estávamos com aquela sensação confusa de que ninguém, estava aproveitando nada. Mas como tudo que Deus faz é perfeito, ao final desse dia, minha filha virou para nós, com a carinha mais deliciosa, com a entonação de voz mais feliz do mundo e disse:

“-Mamãe, papai, eu estou adoraaaaando meu aniversário. Quero morar aqui na Casa do Toy Story pra sempre…”

Lágrimas, lágrimas, lágrimas… de cansaço, de alívio, de felicidade, de tudo…

Nos abraçamos forte, choramos, levantei, peguei o meu roteiro impresso, altamente planejado e RASGUEI em mil deliciosos pedacinhos. Apartir dali o sonho começaria intensamente feliz, pleno. Apartir dali sentimos os momentos e os “maçetes” da viagem. Apartir dali, começaríamos a rir de nós mesmos. Dos tombos, das vaciladas, das trapalhadas, das loucuras de se viajar com duas puqueninas para um lugar que exige tanto de você, física e emocionalmente. Apartir dali, literalmente: “Where dreams come true.” Afinal de contas, era o 3º aniversário da minha filha, era a comemoração dela, a viagem é dela, e quando passamos a viver a viagem por elas, não é que acabamos aproveitando muito também? As coisas começaram a fluir de uma maneira tão natural que fiz quase tudooo do que queria. O que não fiz, faremos nos 5 ou 6 aninhos da Nina. ;)

E eu percebi de maneira muito forte que minhas emoções e a forma com que eu encaro e vivo as coisas, estão diretamente ligadas a todo o restante da família. A mulher tem um papel muito importante no rumo de uma família mesmo. Hoje eu sei, que Marcela feliz, marido e filhas felizes também. Meu marido, como chefe dessa família tb tem o seu papel, mas eu, sou o equilíbrio emocional da casa. Hoje sei de maneira muito profunda, que viajar para fora é também uma maneira de viajar para dentro, de nós mesmos…

Já me alonguei demais nessa introdução, bora partir pros relatos e neles, vocês verão na prática e no decorrer da história, o motivo de toda essa filosofia de botequim aqui. rsrsrsrs…

Beijinhos,

Má.

PRÓXIMO CAPÍTULO: MAGIC KINGDOM!!! :)